sábado, 19 de janeiro de 2013

Ler poesia

Ler poesia é mais útil para o cérebro que livros de autoajuda, dizem cientistas


DE SÃO PAULO 


Ler autores clássicos, como Shakespeare, William Wordsworth e T.S. Eliot, estimula a mente e a poesia pode ser mais eficaz em tratamentos do que os livros de autoajuda, segundo um estudo da Universidade de Liverpool publicado nesta terça-feira (15).
Especialistas em ciência, psicologia e literatura inglesa da universidade monitoraram a atividade cerebral de 30 voluntários que leram primeiro trechos de textos clássicos e depois essas mesmas passagens traduzidas para a "linguagem coloquial". 


Reprodução
O poeta Thomas Stearns Eliot
O poeta Thomas Stearns Eliot   


Os resultados da pesquisa, antecipados pelo jornal britânico "Daily Telegraph", mostram que a atividade do cérebro "dispara" quando o leitor encontra palavras incomuns ou frases com uma estrutura semântica complexa, mas não reage quando esse mesmo conteúdo se expressa com fórmulas de uso cotidiano.
Esses estímulos se mantêm durante um tempo, potencializando a atenção do indivíduo, segundo o estudo, que utilizou textos de autores ingleses como Henry Vaughan, John Donne, Elizabeth Barrett Browning e Philip Larkin.
Os especialistas descobriram que a poesia "é mais útil que os livros de autoajuda", já que afeta o lado direito do cérebro, onde são armazenadas as lembranças autobiográficas, e ajuda a refletir sobre eles e entendê-los desde outra perspectiva.
"A poesia não é só uma questão de estilo. A descrição profunda de experiências acrescenta elementos emocionais e biográficos ao conhecimento cognitivo que já possuímos de nossas lembranças", explica o professor David, encarregado de apresentar o estudo.
Após o descobrimento, os especialistas buscam agora compreender como afetaram a atividade cerebral as contínuas revisões de alguns clássicos da literatura para adaptá-los à linguagem atual, caso das obras de Charles Dickens. 


Com agências de notícias

sábado, 7 de julho de 2012

CURIOSIDADES LITERÁRIAS:



10 autores que preferem nao usar computador para escrever seus livros:

1 -Tess Gerritsen: A autora de bestseller's com thriller's médicos prefere ao invés de computadores e máquina de escrever, uma boa caneta Bic, e papel;

2 - Jhon Le Carre: Ex-integrante do MI-5, e autor de O Jardineiro Fiel, o autor é adepto a escrever com as mãos, e sua aversão por computadores é tamanha que chegou a declarar ser alérgico;

3 -Orhan Pamuk: O principal escritor da Turquia em vendas, e vencedor do Nobel de Literatura, ele tem o costume em escrever em cadernos de papel gráfico;

4 -Lee Rourke: O romancista inglês afirmou ao The Gardian que prefere escrever com caneta, possibilitando que a escrita flua melhor;

5 -Jon McGregor: Outro escritor britânico que prefere canetas, ou máquinas de escrever ao invés de computadores. para ele escrever na tela é efêmero;

6 - J. K. Rowling: Pois a maior saga da literatura não foi escrita em computadores. Sua autora, que ocasionalmente gosta de tuítar, prefere escrever suas histórias com caneta preta, para somente apos seus esboços passar para tela. Os manuscritos de Beedle: o Bardo foram leiloados por US$ 4 milhões;

7 -Niven Govinden: Este autor inglês parece ainda um pouco mais revoltado com a escrita em computadores a ponto de afirmar que "uma tela de computador em branco me faz querer vomitar."

8 -Kazuo Ishiguro: Para o japonês o processo todo é muito complexo, levando cerca de dois anos, onde com caneta e papel cria toda a estrutura de seu trabalho como fluxogramas, pastas com narrativas e enredo;

9 -PJ O'Rourke: Satirista político e autor, prefere uma máquina de escrever para um computador. O'Rourke usa uma máquina de escrever IBM Selectric para criar seus manuscritos, pois para ele o uso do computador pode prejudicar o foco durante o pequeno período de atenção;.

10 -Patrick McLean: Mesmo adorando tecnologia e computadores, na hora de escrever o autor prefere mesmo a velha e boa caneta. Segundo ele este ato funciona como "compor com um script longo, fluindo, e deliciosamente irregular que enche a página como um rio de palavras."
 
 
 

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Louco, eu ...


 http://www.blogdacompanhia.com.br/2012/05/a-ala-dos-escritores/

 

A ala dos escritores

Por Vanessa Barbara
Julio Cortázar comprova a tese
“Hoje cedo tirei uma vírgula. À tarde, coloquei-a de volta.”
(Oscar Wilde)
Em 1994, o psiquiatra Felix Post publicou um artigo no British Journal of Psychiatry chamado “Creativity and psychopathology: A study of 291 world-famous men” [Criatividade e psicopatologia: Um estudo de 291 personalidades]. Analisando a biografia de grandes cientistas, filósofos, estadistas, pintores e músicos, buscou determinar a prevalência de distúrbios mentais nesses indivíduos, que supostamente aliariam genialidade e loucura. Ao contrário do esperado, eles até que eram normais.
Um terço dos cientistas não apresentava nenhum indício psicopatológico relevante, enquanto políticos e compositores tinham coeficientes de loucura igualmente baixíssimos. Um único grupo se destacava: o dos escritores. Espantosos 88% possuíam traços de psicopatologia acentuada ou severa, e 72% sofriam de depressão profunda. Em relação à população geral, os índices eram também elevados.
A ligação entre os escritores e o destempero foi estabelecida em inúmeros estudos, como o de Nancy Andreasen (1987), segundo o qual escritores têm o triplo de probabilidade de desenvolver transtornos de humor e quatro vezes mais chances de se tornar alcoólatras, e Kay Jameson (1989), que registrou taxas de suicídio seis vezes maiores na categoria. O próprio Felix Post deu prosseguimento à sua investigação e concluiu que poetas são escandalosamente mais propensos ao transtorno bipolar — por outro lado, são mais sociáveis e menos introspectivos que seus colegas romancistas e dramaturgos. Estes, sim, têm avassaladora tendência à depressão grave, ao vício e à disfunção afetiva.
Segundo o estudo, 56% dos escritores tiveram uma infância infeliz e 26% sofreram de tuberculose. O histórico familiar de afecções psiquiátricas também era anormalmente elevado. A expectativa de vida foi de 65 anos, sete a menos do que os cientistas e políticos, mas três a mais do que os compositores. Dos cinquenta escribas analisados, apenas Guy de Maupassant foi considerado normal. Entre os mais transtornados, destacaram-se Hemingway, Joyce, Fitzgerald e Tolstói, que encontraram páreo apenas em artistas como Picasso e Van Gogh. Representados por monstros sagrados da política como Gandhi, Lênin e Bismarck, os estadistas ganharam na categoria “ansiedade”, mas na depressão severa os escritores novamente deram um banho.
Em quase todas as áreas, os cientistas são os mais estáveis — sobretudo nos relacionamentos conjugais. Há poucos inegavelmente malucos como Mendel e Bohr. Quando o assunto é dependência de drogas e alcoolismo, os escritores mais uma vez levantam o caneco — com o perdão do trocadilho.
Os números são mais ou menos díspares; a validade das pesquisas, relativa. Ainda assim, a premissa faz sentido — supõe-se que o centro da questão esteja no processo da escrita, naturalmente introspectivo e angustiante, e no aprofundamento exaustivo de situações e personagens. Nas palavras de Ernest Hemingway, o bom escritor é basicamente solitário e precisa encarar a eternidade (ou a falta dela) dia após dia, o que só alimenta a angústia.
A outra hipótese é inversa: os deprimidos é que optariam pela carreira de escritores, por vocação e temperamento. “Todos os escritores são vaidosos, egoístas e preguiçosos, e no fundo de seus motivos há um mistério”, define George Orwell. “Escrever um livro é uma batalha longa e exaustiva, como lutar contra uma doença grave. Só se empreende uma tarefa dessas movido por algum demônio que não se pode vencer ou compreender.”
Em todo caso, é como ter caligrafia ruim e prestar vestibular para medicina — se você já tem uma porção de esquisitices, o melhor a fazer é tirar proveito delas. Do que se conclui que não é preciso ter problemas psiquiátricos para ser um bom escritor — mas ajuda.

* * * * *

Vanessa Barbara tem 29 anos, é jornalista e escritora. Publicou O livro amarelo do terminal (Cosac Naify, 2008, Prêmio Jabuti de Reportagem), O verão do Chibo (Alfaguara, 2008, em parceria com Emilio Fraia) e o infantil Endrigo, o escavador de umbigo (Ed. 34, 2011). É tradutora e preparadora da Companhia das Letras, cronista da Folha de S.Paulo e colaboradora da revista piauí. Ela contribui para o blog com uma coluna mensal.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

5 minutos - clima

Descreva uma das quatro estações do ano usando todos os 5 sentidos.




Fique a vontade para usar o selo do exercício:


5 minutos de gambiarra

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

5 Minutos - Dando uma volta aqui pertinho...

Qual é o lugar mais legal/bacana/interessante/curioso da sua vizinhança? Escreva algumas linhas sobre ele.


curiosidade - se tiver tempo, repita o exercício depois de pesquisar sobre esse lugar.



Fique a vontade para usar o selo do exercício:


5 minutos de gambiarra

domingo, 1 de janeiro de 2012

citação do ano - Feliz Ano Novo

Escrevo isso no dia 09 de maio. É, eu sei, é um pouco cedo. Não sei o que vai estar acontecendo neste blog quando o dia 31 de dezembro chegar. Mas eu encontrei essa citação que é a mensagem que eu quero mandar para começarmos o ano. E sei que ela vai se perder no caos da internet se não registrar isso agora. Então, fiquem com isso, e que os próximos 365 dias sejam de muita criatividade e ação para todos nós.

Etão fiquem com Ray Bradbury, o escritor de ficção científica que nos brindou com pérolas como Fahrenheit 451.


Para resumir, se você deseja escrever, se deseja criar, vocês devem ser os mais sublimes tolos que deus jamais revelou e enviou ao mundo.

     Vocês devem escrever todos os dias.

     Vocês devem ler livros terríveis e idiotas e livros gloriosos, e deixar que eles combatam em lindas lutas dentro da sua cabeça, vulgares em um momento, brilhantes no próximo.

     Vocês devem se enfiar em bibliotecas e escalar pilhas como escadas para cheirar livros como perfumes e vestir livros como chapéus sobre suas cabeças malucas.
     Eu desejo a vocês uma luta livre com sua Musa Criativa que dure uma vida inteira.

     Eu desejo loucuras e bobagens a vocês.

     Que vocês possam viver de forma histérica, e disso criar ótimas histórias - ficção científica ou o que for. 

     O que siginifica,finalmente, que vocês possam estar apaixonados a cada dia pelos próximos 20 000 dias. E a partir desse amor, recriar o mundo. 


Ray Bradbury

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

5 Minutos - personagens

Se pudesse trazer para o mundo real um personagem de algum livro, quem seria? Explique quem é esse personagem e porque a sua escolha.





Fique a vontade para usar o selo do exercício:


5 minutos de gambiarra

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

5 Minutos - lembrança

Existe alguma memória de infância que a época de fim de ano trás para você, relacionada às festas ou às férias? Escreva essa memória.





Fique a vontade para usar o selo do exercício:


5 minutos de gambiarra

sábado, 17 de dezembro de 2011

A arte e o ofício de escrever pela sensibilidade do autor

http://www.vivaviver.com.br/boa_leitura/a_arte_e_o_oficio_de_escrever_pela_sensibilidade_do_autor/980/



Escrever não é tão-somente uma bela arte especial, mas igualmente sensibilidade e viagem à doce e terna aventura de criar, de desbravar, de ser o primeiro a expor premissas nunca antes reveladas no papel ou no universo virtual. O escritor se esmera em tentar produzir o que de melhor o seu coração expressa, aparando arestas, retirando senões e esculpindo seu trabalho com a precisão de um mestre até formatar por completo a sua obra.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

5 Minutos - lar doce lar...

O que você mais gosta na sua casa? Escreva a respeito.










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5 minutos de gambiarra

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

5 Minutos - O Navio

Se precisasse dar nome a um navio, qual seria o nome escolhido? Justifique.

Sobrou tempo? Pense em que nomes daria para canoas, barcaças, transatlânticos... diversos tipos de embarcações.








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5 minutos de gambiarra

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Exercício de criação 37

Hoje a proposta é fazermos um jogo surrealista. Os surrealistas desenvolveram vários jogos para criar. E não podemos negar a formação surrealista desta que vos escreve hoje, então estava demorando para eu propor um cadáver delicado.

Cadavre exquis, "cadáver delicado" é um nome retirado de um dos resultados obtidos no jogo lá na sua origem, entre os loucos maravilhosos que fundaram o movimento surrealista - "o cadáver delicado beberá do vinho novo".

Como funciona?

Junte alguns parceiros. A primeira pessoa escreve um verso e dobra o papel, escondendo o que escreveu. A próxima pessoa escreverá um próximo verso, sem ver o que vinha antes, dobra e passa para a seguinte. O resultado muitas vezes é, digamos,profético.

A outra opção é para ser feita em 5 pessoas, em que todos juntos formem uma única frase (como no exemplo que deu nome ao jogo). A primeira pessoa escreve um substantivo, a segunda um adjetivo, a terceira um verbo, a quarta um substantivo e a quinta um adjetivo.



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Gambiarra Literária

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

5 Minutos - Mural Mental

Imagine que você é muito bom com pintura e é capaz de pintar o que você quiser com a técnica que quiser. O que você pintaria nas paredes do seu quarto? Descreva em detalhes.






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5 minutos de gambiarra

terça-feira, 29 de novembro de 2011

conselhos “essenciais” de Jack Kerouac

 
 
Técnica para Prosa Moderna, uma lista de conselhos “essenciais” de Jack Kerouac. Em tradução livre (de Amália Pimentel), seguem alguns deles:

Rabisque anotações secretas e páginas datilografadas com selvageria, para sua própria diversão.

Esteja disposto a tudo, aberto, prestando atenção.
Seja apaixonado pela própria vida.

Escreva o que você profundamente desejar, do mais profundo de sua mente.

Remova inibições literárias, gramaticais e sintáticas.
Como Proust, seja um viciado no tempo.

Escreva em homenagem e admiração por si mesmo.

Aceite suas perdas.

Acredite na linha sagrada da vida .

Não tenha medo ou vergonha da dignidade da sua experiência, sua língua e seu conhecimento.

Redija de forma selvagem, indisciplinada, pura, que venha de dentro, quanto mais louca melhor.

Também daqui: http://visoesdejackkerouac.blogspot.com/

literatura.uol.com.br/literatura/figuras-linguagem/36/artigo218919-1.asp

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

5 Minutos - Receita

Escreva um receita que você sabe de cabeça, com o máximo de detalhes. Pode ser até ovo cozido, café com leite ou sanduíche de presunto, simples ou complexo, é com você.






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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Exercício de criação 36

Faça um poema usando 26 palavras - cada palavra começando por uma letra do alfabeto. Elas não precisam estar em ordem.

colher de chá - conectivos não contam.




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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Exercício de criação 35

O tema hoje é ponto de vista.

Escreva uma cena curta, usando um narrador onipresente.

Depois, escolha dois personagens presentes na cena e faça a versão de cada um da mesma cena. Lembre-se que existem coisas que um narrador onipresente sabe que um personagem não saberia (como os pensamentos e sentimentos dos outros presentes).






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Gambiarra Literária

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

5 minutos - Significados

Abra um dicionário. Encontre uma palavra que não conhece. Invente um significado para ela, quanto mais absurdo melhor.

opção - use a palavra do dia do dicionário online Priberam



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5 minutos de gambiarra

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

citação da semana


Coisas não precisam ter acontecido para serem verdade. Fábulas e aventuras são as verdades-sombra que vão permanecer quando os meros fatos forem pó e cinzas esquecidos. 


Neil Gaiman

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Exercício de criação 34

Este exercício foi retirado de um site com exercício de escrita poética, mas infelizmente eu perdi a referência de origem.

Tradução homolinguística

Escolha um poema seu ou de outra pessoa e "traduza" o poema de português para português, substituindo palavra por palavra, verso por verso, ou ainda faça uma "tradução livre", ou ainda para gírias ou outra forma de linguagem, dentro da própria língua portuguesa.



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